quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ventania

E conforme a menina bordava o resto do mundo mudava.

Fizesse ela o sol, lá estava ele dançando no céu. Bordasse um sorriso, os corações se alegravam; uma flor, outras tantas brotavam.

Passava tardes inteiras sentada na grama com agulhas e linhas de todas as cores, desenhando o rumo do mundo.


Parou de repente.


Cabeça erguida, enterrou a agulha com a linha vermelha na terra fofa;


Levantou;


Agarrou com cada mão uma ponta do pano;


Fechou os olhos; ergueu os braços.


Correu...


O coração que tivesse paciência.

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