E conforme a menina bordava o resto do mundo mudava.
Fizesse ela o sol, lá estava ele dançando no céu. Bordasse um sorriso, os corações se alegravam; uma flor, outras tantas brotavam.
Passava tardes inteiras sentada na grama com agulhas e linhas de todas as cores, desenhando o rumo do mundo.
Parou de repente.
Cabeça erguida, enterrou a agulha com a linha vermelha na terra fofa;
Levantou;
Agarrou com cada mão uma ponta do pano;
Fechou os olhos; ergueu os braços.
Correu...
O coração que tivesse paciência.
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