sábado, 22 de março de 2008

Alice e o coelho branco

Dessa vez ela não foi (muito) curiosa e ficou parada quando o coelho branco passou...

...


O jardim estava especialmente bonito. Tão bonito que ele se calou. Uma fonte iluminada no centro, balde na mesa, flores por todos os lados, a casa da fada na entrada, estrelas nos cantos, o quadro-planta que ilumina; até os insetos gigantes gostaram do aconchego e saíram dos buracos para o tronco das árvores, querendo aproveitar também.

Ficava à trinta metros a cidade, só trinta, mas ela esqueceu do movimento e do barulho. Sequer sentiu as quatro horas.

Talvez ela tenha olhado de uma forma diferente, mas dessa vez não viu nenhum relógio no bolso dele.
Só notou um nos olhos, desses que contam os segundos para algo grande acontecer.

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