sábado, 2 de agosto de 2008

Lápis azul, lápis vermelho

Se eu fosse contar a história da menina-esquecida e do menino-de-pelo diria que se conheceram no céu, onde tudo é possível. Nesse mesmo dia perderam a noção do tempo (se é que no céu se preocupam com coisas assim) e ficaram por lá até cansar.

Mas a saudade (dessas que a gente sente de alguém que mal conhece) foi tão, mas tão enorme, que no outro dia já estavam juntos de novo, mas dessa vez no chão, caminhando até cansar pelas ruas do Sebastião-do-coco (e olha que o menino estava com o dedão estragado e tudo).

Se eu fosse contar essa história, diria que a menina-esquecida gostou disso e quis para sempre, mas o menino não. Não sabia o pobrezinho o que era querer para sempre. Por isso era o menino-de-pelo: ao invés de coração, tinha uma bolota peluda chiando no peito.

Mal sabe ele o quanto a menina ficou feliz no dia em que soube que a bolota havia começado a bater.

Mal sabe ele...



* acabou que o menino se esqueceu e a menina criou pelo no coração. Mundo engraçado...

2 comentários:

Anônimo disse...

Histórias Reais de seres imaginários...

A Natureza humana é algo bastante complexa de se entender, por esse e outros motivos que resolvi entrar de cabeça na natureza selvagem. Mas até mesmo ali, o coração nos prega algumas peças...

Alex Supertramp

Anônimo disse...

bem, o menino apredndeu a lição e ficou com a menina.... para sempre! Ele aprendeu o que era para sempre...!